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Se você tem aracnofobia, então é melhor fechar essa janela. Isso porque essa notícia vai chocar quem tem medo de aranhas.

Afinal, imagine usar elas depois de mortas para benefício da tecnologia? Assustador, não é? Pois é… foi isso que uma equipe de engenheiros da Rice University no Texas conseguiu.

Continue a leitura e confira essa notícia no mínimo inusitada.

Aranhas robôs zumbis: um avanço tecnológico inusitado.

De acordo com o experimento “Frankenstein” publicado na Advanced Science em 26 de julho cientistas foram capazes de controlar as pernas de uma aranha morta com sopros de ar.

Daniel Preston, da Escola de Engenharia George R. Brown de Rice explicou: “Acontece que a aranha, depois de morta, é a arquitetura perfeita para garras de pequena escala, derivadas naturalmente”.

Para ter a ideia genial de criar aranhas zumbis a equipe que a desenvolveu analisou que, depois que aranha estava morta ela tinha a capacidade ainda de mover coisas pelo laboratório. Após perceber como ele se enrolou quando morreu, eles descobriram que as pernas da aranha não têm músculos como os humanos, mas dependem da pressão hidráulica para mover seus membros.

As aranhas se enrolam após a morte porque não têm pares de músculos antagônicos, como bíceps e tríceps em humanos  Elas têm o que chamamos de câmara prossoma, ou cefalotórax, uma área do corpo que se contrai e envia fluido para as pernas, movimentando-as.

Para esse experimento, os pesquisadores utilizaram uma aranha-lobo (família Lycosidae) morta. O mais incrível é que essas aranhas “zumbi” foram capazes de levantar mais de 130% de seu próprio peso corporal e fizeram com que as garras manipulassem uma placa de circuito, movessem objetos e levantassem outra aranha.

Esse estudo foi realizado com a ajuda de engenheiros que tocaram na câmara do prossoma das aranhas com uma agulha e a prenderam com supercola. Os pesquisadores conectaram a outra extremidade da agulha a um dos equipamentos de teste do laboratório ou a uma seringa de mão, que forneceu uma pequena quantidade de ar para ativar as pernas imediatamente.

A equipe também descobriu que sua nova ferramenta era surpreendentemente durável. Uma aranha foi capaz de sustentar 1.000 ciclos de abertura e fechamento antes de mostrar sinais de desgaste. Mas, a ideia é incorporar materiais de revestimento poliméricos finos para prolongar a vida útil da pinça necrobótica.

E por mais que eles também compreendam as dificuldades que a visão de uma aranha pode causar para várias pessoas, o objetivo é compreender mais pontos de vista da engenharia e do mecanismo de movimento da aranha.

Através das análises feitas pela equipe de engenheiros, o conceito da necrobótica mostra-se vantajoso, pois pode aproveitar “projetos” da natureza, que podem ser complicados ou até mesmo impossíveis de se replicar artificialmente. As aranhas ainda são biodegradáveis, o que resolve a questão da produção de lixo da robótica. Sendo, assim a sugestão deles é utilizar os animais mortos, pois não só facilita a manipulação de componentes micro, como também torna a robótica uma ciência mais sustentável.

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